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Neymar, Raphinha e Gabriel Magalhães entram em seleção de decepções da Copa

O jornal português A Bola reuniu 23 jogadores que, em sua avaliação, ficaram abaixo das expectativas na Copa do Mundo. Gabriel Magalhães apareceu entre os 11 titulares, enquanto Neymar e Raphinha foram incluídos no banco. Cristiano Ronaldo e outros nomes importantes também entraram na relação.

POR REDAÇÃO O CARA DO ESPORTE18/07/2026
Neymar, Raphinha e Gabriel Magalhães entram em seleção de decepções da Copa
Imagem: Bryan Berlin / WikiPortraits / Wikimedia CommonsBanco de imagens com uso comercialVer origem/licença

O Brasil colocou três representantes em uma seleção que nenhum jogador gostaria de integrar. O jornal português A Bola incluiu Gabriel Magalhães, Neymar e Raphinha entre as 23 maiores decepções da Copa do Mundo de 2026.

A publicação montou uma equipe com 11 titulares e 12 reservas, levando em consideração a expectativa criada antes do torneio e aquilo que cada atleta conseguiu entregar em campo.

A relação não representa uma premiação ou avaliação oficial da Fifa. Trata-se de uma escolha editorial do veículo português, baseada em critérios subjetivos que misturam rendimento, protagonismo esperado, condição física e desempenho coletivo das seleções.

Gabriel Magalhães aparece entre os titulares

Gabriel Magalhães foi o brasileiro mais bem colocado na relação, ocupando a quarta posição. O zagueiro participou das cinco partidas da Seleção e não deixou o campo durante a campanha.

A Bola relacionou sua escolha a dois duelos decisivos. O primeiro aconteceu diante de Marrocos, quando Ismael Saibari conseguiu superar o defensor. O segundo foi contra a Noruega, partida na qual Erling Haaland também levou vantagem sobre o brasileiro.

A presença de Gabriel entre os titulares da lista mostra o peso da expectativa. Consolidado no futebol inglês e apontado como uma das referências defensivas do Brasil, ele chegou ao Mundial com a missão de liderar o setor.

Neymar teve Copa limitada por lesão

Neymar apareceu entre os reservas depois de disputar somente duas partidas e marcar um gol. O camisa 10 chegou ao Mundial com problemas físicos e teve sua utilização controlada durante a fase inicial.

Antes das oitavas de final, ele havia permanecido apenas 14 minutos em campo. Contra a Noruega, entrou no segundo tempo, marcou o gol brasileiro e participou de uma discussão antes da eliminação por 2 a 1.

A inclusão de Neymar está mais relacionada à enorme expectativa em torno de seu retorno do que a uma longa sequência de atuações ruins. Seu estado físico impediu que ele tivesse o protagonismo esperado em seu último Mundial.

Após a eliminação, o atacante anunciou o encerramento de sua trajetória pela Seleção Brasileira, concluída com 130 jogos e 80 gols.

Raphinha também foi prejudicado fisicamente

Raphinha disputou os dois primeiros jogos do Brasil, contra Marrocos e Haiti, mas sofreu uma lesão na segunda rodada e não voltou a atuar na competição.

Antes do problema físico, existia a expectativa de que o atacante dividisse com Vinícius Júnior a responsabilidade pela criação e pela liderança ofensiva. Na visão do jornal português, suas atuações iniciais não corresponderam a esse papel.

Assim como no caso de Neymar, a presença de Raphinha na relação mistura rendimento abaixo do esperado com uma participação abreviada por lesão. Compará-lo diretamente com jogadores que tiveram quatro, cinco ou sete partidas exige essa ressalva.

Cristiano Ronaldo também entra no time

Nem Cristiano Ronaldo escapou da seleção. O português marcou três gols em cinco jogos, números que poderiam indicar uma participação satisfatória.

A avaliação do A Bola, entretanto, foi de que os gols esconderam dificuldades maiores. O atacante buscou participar da construção das jogadas, mas acabou se afastando da área, justamente o espaço onde ainda poderia ser mais decisivo.

Portugal foi eliminado pela Espanha nas oitavas de final. Além de Cristiano, Bruno Fernandes apareceu entre os titulares, enquanto Bernardo Silva foi colocado no banco.

Alemanha lidera número de indicados

A Alemanha foi a seleção com mais representantes na relação: Joshua Kimmich, Jamal Musiala, Leroy Sané e Manuel Neuer.

Brasil, Portugal e Turquia aparecem em seguida, com três jogadores cada. O número elevado reflete principalmente a distância entre a expectativa criada antes do Mundial e o momento em que essas seleções deixaram a competição.

A equipe principal escolhida pelo jornal foi:

Fernando Muslera — Uruguai

Joshua Kimmich — Alemanha

Joško Gvardiol — Croácia

Gabriel Magalhães — Brasil

Piero Hincapié — Equador

Federico Valverde — Uruguai

Jamal Musiala — Alemanha

Bruno Fernandes — Portugal

Leroy Sané — Alemanha

Cristiano Ronaldo — Portugal

Son Heung-min — Coreia do Sul

Os 12 reservas da lista

O banco de reservas também reúne jogadores que chegaram ao torneio cercados por grande expectativa:

Manuel Neuer — Alemanha

Declan Rice — Inglaterra

Scott McTominay — Escócia

Orkun Kökçü — Turquia

Bernardo Silva — Portugal

Antoine Semenyo — Gana

Kenan Yildiz — Turquia

Neymar — Brasil

Arda Güler — Turquia

Viktor Gyökeres — Suécia

Jérémy Doku — Bélgica

Raphinha — Brasil

Decepção depende do ponto de partida

Uma lista desse tipo não mede apenas quem jogou pior. O tamanho da decepção depende da expectativa existente antes do torneio.

Gabriel Magalhães foi julgado como líder de uma defesa candidata ao título. Neymar carregou o peso de uma última tentativa em Copas. Raphinha era esperado como uma das principais fontes de criatividade do Brasil.

Os três viveram contextos diferentes, mas terminaram ligados à eliminação brasileira nas oitavas. A lista portuguesa certamente permite discussão — e esse é justamente o combustível de qualquer seleção feita depois de uma Copa.

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