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Mudança da Valve reduz receita de equipes com stickers do Major de CS2

Novo sistema de compra direta de adesivos diminuiu significativamente a arrecadação de organizações participantes do Major de Colônia, segundo levantamento da HLTV.

POR REDAÇÃO O CARA DO ESPORTE27/07/2026
Mudança da Valve reduz receita de equipes com stickers do Major de CS2
Imagem: Bryan Berlin / Wikimedia CommonsBanco de imagens com uso comercialVer origem/licença

Redação O Cara do Esporte

A reformulação do sistema de venda de stickers implementada pela Valve no IEM Major Cologne 2026 provocou forte impacto financeiro nas equipes de Counter-Strike 2.

Segundo uma apuração da HLTV, algumas organizações relataram uma redução de até dez vezes na receita obtida com os adesivos do torneio, tradicionalmente uma das principais fontes de renda do cenário competitivo.

Receita caiu drasticamente

Clubes que anteriormente arrecadavam cerca de US$ 600 mil com stickers do Major afirmam ter recebido aproximadamente US$ 60 mil no novo modelo.

Em um dos casos citados pela HLTV, uma organização participante do Stage 2 informou ter recebido pouco mais de US$ 120 mil, valor muito inferior ao registrado em edições anteriores.

Representantes das equipes classificaram a mudança como um problema para a sustentabilidade financeira do cenário competitivo.

"Isso é uma catástrofe para a cena de CS."

Valve alterou o modelo de comercialização

Antes do Major de Colônia, os torcedores adquiriam cápsulas contendo adesivos aleatórios das equipes e jogadores.

Com a atualização, a Valve substituiu esse sistema por uma loja em que os usuários compram diretamente os stickers desejados utilizando tokens, com preços ajustados conforme a procura.

A desenvolvedora afirmou que a mudança atende a pedidos feitos pelos próprios jogadores e também facilita a comercialização em regiões onde as cápsulas enfrentam restrições legais.

Distribuição da receita também mudou

Outra alteração importante ocorreu na forma de distribuição dos valores arrecadados.

Segundo o novo regulamento, 45% da receita gerada pelo Major Shop e pelo passe do evento são divididos entre as 32 equipes participantes, levando em consideração o ranking regional da Valve e o desempenho obtido no campeonato.

Além disso, cada organização deve repartir sua parcela em partes iguais com os jogadores, regra que substitui o modelo anterior, no qual essa divisão era definida por contrato entre clubes e atletas.

Organizações menores demonstram preocupação

A queda na arrecadação já influencia o planejamento financeiro de diversas equipes.

A SINNERS revelou que investiu entre US$ 25 mil e US$ 35 mil em viagens para competições presenciais durante o primeiro semestre, contando com a receita dos stickers para recuperar parte desse investimento.

Outras organizações afirmam ter contratado jogadores ou ampliado seus investimentos acreditando no retorno financeiro proporcionado pelos adesivos.

Já a Gaimin Gladiators anunciou, em junho, a transferência de todo o elenco para a reserva e citou as recentes mudanças na estrutura dos Majors entre os fatores considerados na decisão.

Mercado passa a adaptar contratos

Segundo a agência UNCORE, contratos de jogadores já começam a incluir cláusulas específicas para os dois modelos de distribuição de receitas.

A medida busca proteger organizações e atletas caso a Valve mantenha o sistema atual ou decida retornar ao formato utilizado nas edições anteriores do Major.

Até o momento, a desenvolvedora não anunciou novas alterações para o Major de Singapura.

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