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Por que futuro de Alonso pode agitar mercado de pilotos para 2027

Grande atualização da Aston Martin será estreada no GP da Hungria e poderá indicar se o projeto de Adrian Newey e Honda finalmente começou a reagir. Permanência de Fernando Alonso, possível retorno à Alpine e movimentações envolvendo Colapinto, Sainz e Ocon alimentam especulações, mas o espanhol afirma que sua decisão não dependerá apenas do desempenho do novo carro.

POR REDAÇÃO O CARA DO ESPORTE23/07/2026
Por que futuro de Alonso pode agitar mercado de pilotos para 2027
Imagem: Off The Track Media / Wikimedia CommonsBanco de imagens com uso comercialVer origem/licença

Redação O Cara do Esporte

A Aston Martin apresentará no GP da Hungria a maior transformação realizada até agora no AMR26. Tratado informalmente como uma “versão B”, o pacote poderá influenciar não apenas o desempenho da equipe, mas também as discussões sobre Fernando Alonso e o mercado de pilotos para 2027.

O espanhol possui contrato somente até o final desta temporada e ainda não decidiu se continuará na Fórmula 1. Caso opte por permanecer no grid, sua escolha poderá provocar uma sequência de movimentações envolvendo Aston Martin, Alpine, Williams e outras equipes.

O desempenho do carro revisado será uma das primeiras indicações concretas sobre o futuro do projeto comandado por Adrian Newey. Entretanto, é necessário fazer uma ressalva importante: Alonso declarou que sua decisão não será determinada pela competitividade apresentada pela Aston Martin em 2026.

Segundo o bicampeão, o fator mais importante será sua experiência com o novo regulamento. Alonso pretende avaliar se os carros atuais oferecem o tipo de pilotagem que deseja continuar enfrentando em 2027.

Portanto, o AMR26 atualizado pode influenciar o ambiente da decisão, mas não deve ser apresentado como o único elemento capaz de definir seu futuro.

“Versão B” não é oficialmente um carro completamente novo

A expressão “AMR26 B” tem sido utilizada pela imprensa para representar a dimensão das mudanças. A Aston Martin, porém, não anunciou oficialmente um segundo modelo ou um chassi totalmente diferente.

Adrian Newey explicou que os principais elementos estruturais permaneceram semelhantes. O pacote inclui uma nova asa dianteira, alterações significativas nas superfícies aerodinâmicas, revisão da suspensão traseira e redução de peso no chassi e na caixa de câmbio.

A retirada de material do chassi exigiu uma nova homologação por teste de impacto. Isso não significa que o projeto tenha sido novamente submetido a “todos os crash tests”, como afirmava o material original.

O objetivo é aproximar o carro do peso mínimo estabelecido pelo regulamento e recuperar parte do desempenho perdido durante a primeira metade da temporada.

Newey afirmou esperar um avanço considerável, mas evitou apresentar números. O projetista reconheceu que as ferramentas de simulação da Aston Martin ainda não possuem o nível de correlação necessário para prever com precisão o ganho que aparecerá na pista.

Atualização será estreada no GP da Hungria

O novo pacote será disponibilizado para Alonso e Lance Stroll no GP da Hungria, marcado para este fim de semana, no Hungaroring.

A Aston Martin chegou à nova era regulamentar cercada por grandes expectativas. A contratação de Newey, a construção de uma fábrica moderna e a parceria exclusiva com a Honda formavam a base de um projeto criado para disputar vitórias e campeonatos.

Os resultados iniciais, entretanto, ficaram muito abaixo do esperado. O AMR26 apresentou excesso de peso, desempenho aerodinâmico insuficiente e problemas relacionados à unidade de potência.

Diante das dificuldades, a equipe evitou introduzir pequenas atualizações em sequência e concentrou seus recursos em uma transformação mais ampla.

Se o carro reagir, a Aston Martin terá um sinal de que os problemas estão sendo compreendidos e de que existe uma base viável para 2027. Caso permaneça no fundo do grid, aumentará a pressão sobre um projeto que já consumiu investimentos elevados.

Newey espera convencer Alonso a permanecer

Embora Alonso minimize a influência direta do novo carro sobre sua decisão, Adrian Newey reconhece que a Aston Martin precisa apresentar evolução para tentar mantê-lo.

O projetista considera a experiência, a sensibilidade técnica e a capacidade de desenvolvimento do espanhol fundamentais para a equipe. Em junho, Newey afirmou esperar que o desempenho da atualização ajude a convencer Alonso a disputar mais uma temporada.

O bicampeão, que completará 45 anos em julho, pretende tomar uma decisão durante o verão europeu. As alternativas incluem permanecer na Aston Martin, mudar de equipe ou encerrar sua participação na Fórmula 1.

A continuidade em Silverstone permitiria acompanhar por mais uma temporada o desenvolvimento da parceria entre Newey e Honda. Por outro lado, o início decepcionante de 2026 abriu espaço para que outros cenários fossem discutidos no paddock.

Retorno à Alpine aparece como possibilidade

Uma das hipóteses atribuídas a Alonso é um retorno à Alpine, equipe pela qual conquistou os títulos mundiais de 2005 e 2006, quando ainda competia com o nome Renault.

O espanhol também defendeu a estrutura de Enstone entre 2008 e 2009 e em seu retorno à Fórmula 1, nas temporadas de 2021 e 2022.

A operação teria forte valor simbólico: Alonso poderia encerrar a carreira na equipe em que viveu seu período mais vitorioso.

A Alpine também contará a partir de 2027 com a Gucci como patrocinadora principal. A parceria foi anunciada oficialmente pela equipe, que passará a competir sob o nome Gucci Racing Alpine Formula One Team.

O novo contrato comercial poderá ampliar os recursos disponíveis, mas seus valores não foram divulgados. Por isso, não é possível afirmar que o patrocínio financiaria diretamente a contratação ou o salário de Alonso.

Até o momento, a possível transferência permanece no campo das conversas e especulações de mercado. Não existe anúncio de negociação formal entre Alonso e Alpine.

Chegada de Alonso afetaria Colapinto

Pierre Gasly possui contrato com a Alpine até o final de 2028. Dessa maneira, uma eventual chegada de Alonso provavelmente colocaria em risco o lugar ocupado por Franco Colapinto.

O argentino já possui uma ligação importante com a Williams. Colapinto integrou a academia da equipe e disputou nove corridas pelo time em 2024 antes de se transferir para a Alpine.

James Vowles também declarou anteriormente que gostaria de contar novamente com o piloto no futuro. Durante o fim de semana do GP da Bélgica, Colapinto foi visto em contato com o dirigente, mas não existe confirmação pública de que os encontros tenham envolvido uma negociação para 2027.

Uma conversa entre pessoas que mantêm boa relação profissional não comprova, isoladamente, uma transferência.

Além disso, um retorno dependeria da abertura de uma vaga. Carlos Sainz e Alexander Albon possuem contratos de longo prazo com a Williams, embora a duração exata e eventuais cláusulas não tenham sido divulgadas integralmente.

Quem substituiria Alonso na Aston Martin?

Se Alonso deixar a Aston Martin, a equipe precisará encontrar um piloto para formar dupla com Lance Stroll.

Carlos Sainz é um dos nomes associados à vaga. O espanhol reúne experiência, capacidade de desenvolvimento e já trabalhou com equipes em diferentes fases de reconstrução.

Sainz também aparece em rumores envolvendo a Audi. Entretanto, não existe confirmação de uma negociação concreta com nenhuma das duas equipes.

Nico Hülkenberg possui um contrato de longo prazo com a Audi, enquanto a situação futura de Gabriel Bortoleto dependerá das condições de seu acordo e das decisões do time alemão. Uma possível contratação de Sainz, portanto, exigiria mais do que simplesmente a vontade do piloto.

Esteban Ocon também foi mencionado como alternativa para a Aston Martin. O francês possui um contrato plurianual com a Haas, embora reportagens recentes indiquem que a equipe avalia diferentes possibilidades para sua formação de 2027.

Nesse caso, a Aston Martin precisaria negociar a liberação do piloto ou aguardar as definições contratuais da Haas.

Como poderia funcionar o efeito dominó

Possível movimento Consequência no mercado

Alonso permanece na Aston Martin Equipe mantém sua formação e reduz uma das principais vagas disponíveis

Alonso encerra a carreira Aston Martin procura um substituto para 2027

Alonso muda para a Alpine Colapinto pode perder espaço ao lado de Gasly

Colapinto deixa a Alpine Williams aparece como possibilidade, caso uma vaga seja aberta

Sainz sai da Williams Pode entrar no radar de Aston Martin ou Audi

Ocon deixa a Haas Torna-se uma alternativa experiente para outras equipes

Todos esses movimentos são condicionais. Nenhuma das transferências apresentadas na tabela está confirmada.

A importância de Alonso para o mercado está justamente nesse ponto. Por ocupar uma vaga em uma equipe ambiciosa e ainda não ter definido se continuará competindo, o espanhol mantém diferentes caminhos abertos simultaneamente.

Hungria mostrará o tamanho real da reação

O GP da Hungria não decidirá sozinho o futuro de Alonso, mas poderá oferecer a primeira avaliação real do trabalho realizado pela Aston Martin nos últimos meses.

Uma evolução significativa fortalecerá a confiança na direção técnica adotada por Newey e mostrará que a equipe começou a diminuir a distância para as concorrentes.

Se o AMR26 continuar pouco competitivo, as dúvidas sobre a capacidade de reação do projeto permanecerão. Alonso ainda poderá escolher continuar, mas a Aston Martin terá menos argumentos esportivos para convencê-lo.

A atualização, portanto, não deve ser tratada como o gatilho automático de todo o mercado de pilotos. Ela será uma peça importante dentro de uma decisão mais ampla, que envolve competitividade, regulamento, motivação pessoal e oportunidades disponíveis.

A confirmação de Alonso — seja para permanecer, mudar de equipe ou se aposentar — poderá, aí sim, liberar a primeira grande peça do mercado para 2027.

NA ARQUIBANCADA

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