Espanha domina seleção ideal da ESPN; Messi, Mbappé e Haaland formam o ataque
A seleção ideal da Copa de 2026 escolhida pelo comentarista Vitor Birner, da ESPN, reúne seis campeões espanhóis e entrega o ataque a Messi, Mbappé e Haaland. Nenhum brasileiro entrou no time, reflexo de uma campanha que terminou nas oitavas de final. A escalação não representa uma premiação oficial da Fifa.
O domínio da Espanha na Copa do Mundo de 2026 também apareceu na seleção ideal elaborada pela ESPN. Seis jogadores da equipe campeã foram escolhidos pelo comentarista Vitor Birner, que ainda colocou o técnico Luis de la Fuente no comando do time.
Na frente, porém, não houve espaço para nenhum representante da Fúria. Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland formam um ataque que provavelmente faria qualquer treinador perder algumas horas agradáveis escolhendo o cobrador de pênaltis.
Nenhum jogador da Seleção Brasileira entrou na escalação.
Escolha da ESPN não é premiação oficial
A lista representa a avaliação individual de Vitor Birner para os canais ESPN. Portanto, não se trata de uma seleção oficial escolhida pela Fifa, nem de uma votação realizada entre jogadores, treinadores ou jornalistas.
A formação escolhida pelo comentarista foi a seguinte:
Goleiro: Unai Simón, da Espanha;
Lateral-direito: Pedro Porro, da Espanha;
Zagueiros: Dayot Upamecano, da França, e Pau Cubarsí, da Espanha;
Lateral-esquerdo: Marc Cucurella, da Espanha;
Meio-campistas: Rodri e Dani Olmo, da Espanha, e Jude Bellingham, da Inglaterra;
Atacantes: Lionel Messi, da Argentina, Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega;
Técnico: Luis de la Fuente, da Espanha.
A Espanha ocupa seis das 11 posições. Considerando também o treinador, são sete representantes da campeã mundial na equipe montada pela ESPN.
Defesa espanhola ganha reconhecimento
Quatro dos cinco integrantes do sistema defensivo vestem a camisa da Espanha. Unai Simón ficou com a posição no gol, Pedro Porro e Cucurella aparecem nas laterais, enquanto Cubarsí divide a zaga com Upamecano.
O reconhecimento encontra respaldo nos prêmios oficiais do Mundial. Depois da final, a Fifa entregou a Luva de Ouro a Unai Simón e escolheu Cubarsí como o melhor jogador jovem da competição. Rodri, outra presença no time da ESPN, recebeu a Bola de Ouro de melhor atleta do torneio.
O desempenho coletivo também terminou com a maior recompensa possível. A Espanha derrotou a Argentina por 1 a 0 na prorrogação da final e conquistou o segundo título mundial de sua história. Ferran Torres marcou o gol decisivo aos 106 minutos, segundo o registro oficial da Fifa.
Meio-campo mistura controle e chegada ao ataque
Rodri e Dani Olmo representam a campeã no meio-campo. A dupla é acompanhada por Jude Bellingham, um dos destaques da campanha inglesa até o terceiro lugar.
A composição busca reunir funções diferentes. Rodri oferece controle e organização, enquanto Olmo e Bellingham acrescentam movimentação e presença nas proximidades da área.
A escolha também reforça uma característica da Espanha durante o Mundial: o protagonismo não ficou concentrado em apenas um atacante. A equipe encontrou soluções distribuídas por diferentes setores, algo refletido no número de espanhóis escolhidos pela ESPN.
Ataque reúne três protagonistas
Messi, Mbappé e Haaland ficaram com as três vagas ofensivas.
O argentino conduziu a Albiceleste até mais uma final, mas não conseguiu repetir o título conquistado em 2022. Mbappé terminou a competição com a Chuteira de Ouro e 10 gols, de acordo com a Fifa. Haaland, por sua vez, ajudou a Noruega a eliminar o Brasil nas oitavas e encerrou sua campanha com sete gols.
É um ataque sem representantes da seleção campeã, mas recheado de jogadores que assumiram papel decisivo nas campanhas de seus países.
Por que nenhum brasileiro apareceu?
A ausência brasileira está diretamente relacionada ao desempenho coletivo da Seleção. O Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final e, por isso, seus jogadores tiveram menos oportunidades de construir uma candidatura consistente diante de atletas que chegaram às fases decisivas.
Isso não significa que uma eliminação precoce impeça automaticamente uma escolha individual. Entretanto, em uma lista que avalia toda a competição, longevidade, regularidade e desempenho nos jogos de maior pressão costumam pesar bastante.
Enquanto a Espanha colocou seis campeões no time, o Brasil terminou sem representantes. A diferença oferece um retrato incômodo, mas objetivo, das campanhas: a Fúria cresceu durante o mata-mata e levantou a taça; a Seleção Brasileira voltou para casa nas oitavas.
A equipe ideal da ESPN continuará aberta ao debate — como toda escalação desse tipo deve ser. O domínio espanhol, porém, é a parte menos surpreendente da discussão.
Comentários
Ainda não há comentários aprovados. Puxe a primeira resenha!
