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Alpine coloca Colapinto no modo avaliação: “Se for bom o suficiente, fica”

Franco Colapinto melhorou, marcou pontos e começou a acompanhar Pierre Gasly com mais frequência. Mesmo assim, a Alpine não pretende entregar a vaga de 2027 acompanhada de laço e cartão de agradecimento. Steve Nielsen avisou que o argentino permanecerá apenas se provar que é a melhor opção disponível. Traduzindo do idioma da Fórmula 1:

POR O CARA DO ESPORTE • 13/07/2026
Alpine coloca Colapinto no modo avaliação: “Se for bom o suficiente, fica”

Franco Colapinto ainda não está oficialmente fora dos planos da Alpine para 2027. O problema é que também não está garantido dentro deles.

Antes do GP da Bélgica, o futuro do argentino voltou ao centro das discussões depois de Steve Nielsen, diretor administrativo da equipe francesa, admitir que nenhuma decisão foi tomada sobre a segunda vaga para a próxima temporada.

O dirigente reconheceu a evolução de Colapinto, mas deixou claro que melhora não significa renovação automática. Na Fórmula 1, especialmente quando existe apenas um número limitado de assentos disponíveis, elogio e cobrança conseguem perfeitamente ocupar a mesma frase.

“Se for bom o suficiente, ficará. Caso contrário, existe uma opção melhor. É assim que funciona a Fórmula 1”, resumiu Nielsen durante o fim de semana do GP da Grã-Bretanha. Fórmula 1

Não foi exatamente um abraço tranquilizador.

Começo difícil, mas com sinais de reação

Colapinto chegou à Alpine no início de 2025 como piloto reserva, depois de disputar nove corridas pela Williams no ano anterior. Poucas etapas depois, assumiu o lugar de Jack Doohan e ganhou a oportunidade de seguir como titular.

Sua primeira temporada pela equipe foi complicada. O argentino não marcou pontos em 2025 e também precisou enfrentar as limitações de um carro que raramente oferecia condições reais de lutar entre os dez primeiros.

Ainda assim, a Alpine decidiu mantê-lo ao lado de Pierre Gasly em 2026. A nova chance veio acompanhada de uma expectativa evidente: transformar velocidade ocasional em resultados frequentes.

O começo deste campeonato voltou a ser lento, mas Colapinto começou a reagir. Nielsen destacou especialmente suas atuações na China e em Miami, além da melhora apresentada durante as corridas.

Depois de Silverstone, o argentino ocupa a 13ª posição do Mundial com 18 pontos, conquistados em cinco etapas. Gasly aparece em nono com 42 pontos. A diferença ainda é considerável, mas os números corretos já mostram uma evolução em relação aos 13 pontos citados no material inicial. Classificação oficial da Fórmula 1

A missão é ficar mais perto de Gasly

Para a Alpine, o principal termômetro de Colapinto não está necessariamente em uma tabela ou em uma comparação com pilotos de outras equipes. Ele ocupa a outra garagem.

Pierre Gasly é o piloto de referência do time, possui um acordo de longo prazo e responde por 42 dos 60 pontos conquistados pela Alpine no campeonato. Colapinto, portanto, precisa demonstrar que consegue permanecer próximo do francês durante todo o fim de semana — e não apenas produzir uma boa atuação de vez em quando.

Nielsen considera que o argentino já avançou nesse aspecto. Segundo o dirigente, sua regularidade nas corridas melhorou e houve ocasiões em que ele conseguiu apresentar um desempenho semelhante ao do companheiro.

O próprio chefe reconheceu que a comparação em 2025 era prejudicada pela falta de competitividade do carro. Quando o equipamento está muito abaixo do restante do pelotão, separar uma boa pilotagem de um resultado simplesmente ruim vira quase uma investigação científica.

Em 2026, com uma Alpine mais competitiva, essa avaliação ficou mais clara.

Evoluir não é o mesmo que convencer

A declaração de Nielsen não representa uma sentença contra Colapinto. Pelo contrário: o chefe da Alpine afirmou que o argentino ocupa o lugar por mérito e reconheceu que sua trajetória apresenta uma curva de evolução.

Mas também não existe qualquer promessa de paciência infinita.

A equipe precisa de dois pilotos capazes de pontuar regularmente para defender a quinta posição no Mundial de Construtores. A Alpine soma 60 pontos, apenas um a mais do que a Racing Bulls depois de Silverstone. Com uma disputa tão apertada, deixar oportunidades pelo caminho pode custar posições — e bastante dinheiro — no fim da temporada.

Por isso, acompanhar Gasly é apenas parte do trabalho. Colapinto também precisa aproveitar os fins de semana em que o carro apresenta ritmo para chegar aos pontos.

Uma volta rápida isolada chama atenção. Uma sequência de resultados assina contrato.

Mercado pode aumentar a pressão

A segunda vaga da Alpine ainda não tem dono confirmado para 2027, e qualquer assento disponível naturalmente movimenta o mercado de pilotos.

Nielsen não revelou nomes de possíveis substitutos nem confirmou negociações com outros competidores. Sua mensagem, entretanto, foi suficientemente direta: a equipe analisará as opções disponíveis e escolherá aquela que considerar mais forte.

Isso significa que Colapinto não disputa apenas contra Gasly ou contra o restante do grid. Ele também corre contra todos os candidatos que possam aparecer no radar da equipe até o momento da decisão.

A boa notícia para o argentino é que ainda existe tempo para fortalecer sua candidatura. A má notícia é que esse tempo será acompanhado por cronômetros, engenheiros, dirigentes e uma torcida argentina que examina cada volta como se fosse a última da classificação.

Spa será mais uma prova importante

O GP da Bélgica surge como mais uma oportunidade para Colapinto demonstrar sua evolução.

Spa-Francorchamps é um circuito longo, veloz e sujeito a mudanças repentinas de clima. Além da velocidade pura, exige confiança, capacidade de adaptação e precisão para lidar com situações que podem mudar de uma volta para outra.

Uma atuação sólida diante dessas dificuldades ajudaria o argentino a confirmar justamente aquilo que Nielsen procura: regularidade.

Colapinto não precisa necessariamente derrotar Gasly em todas as sessões ou realizar algum milagre com a Alpine. Precisa diminuir a frequência dos fins de semana apagados e mostrar que consegue entregar resultados quando surge uma oportunidade.

A vaga depende dele — mas não somente dele

A situação de Colapinto pode ser resumida de maneira simples: a porta continua aberta, mas a Alpine ainda está segurando a maçaneta.

O argentino melhorou, marcou pontos cinco vezes e mostrou que pode acompanhar Gasly em determinados momentos. Agora precisa transformar esses sinais em um padrão de desempenho forte o suficiente para convencer a equipe de que procurar outro piloto não vale a pena.

Nielsen não decretou a saída de Colapinto. Apenas lembrou como a Fórmula 1 funciona: contratos são assinados, mas também precisam ser conquistados.

A partir de Spa, cada largada, classificação e bandeirada terá dois resultados para o argentino. Um aparecerá na tabela do campeonato. O outro será registrado silenciosamente na avaliação da Alpine para 2027.

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