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Sinner segura maratona, acelera após susto de Zverev e conquista o bi em Wimbledon

Jannik Sinner precisou de paciência, dois tie-breaks e quase quatro horas de trabalho para defender o trono de Wimbledon. Depois de perder o primeiro set para Alexander Zverev, o italiano reagiu, aproveitou a queda física do alemão e venceu por 3 sets a 1. Com o bicampeonato consecutivo na grama inglesa, o número 1 do mundo chegou ao quinto Grand Slam da carreira. O homem está começando a tratar o troféu de Wimbledon como item de decoração da própria casa.

POR O CARA DO ESPORTE • 14/07/2026
Sinner segura maratona, acelera após susto de Zverev e conquista o bi em Wimbledon

Jannik Sinner continua sendo o dono do gramado mais famoso do tênis mundial.

O italiano derrotou Alexander Zverev por 3 sets a 1, neste domingo, 12 de julho, e conquistou Wimbledon pela segunda temporada consecutiva. Depois de perder o primeiro set, Sinner reagiu e fechou a partida com parciais de 6/7 (7), 7/6 (2), 6/3 e 6/4.

A decisão durou oficialmente 3 horas e 46 minutos — quatro minutos a mais do que o tempo informado inicialmente — e apresentou dois tie-breaks, serviços poderosos, uma queda preocupante de Zverev e muita frieza do líder do ranking.

No fim, Sinner levantou seu quinto troféu de Grand Slam e mostrou que, quando encontra espaço para assumir o controle de uma partida, costuma deixar pouquíssimas saídas disponíveis.

A grama era de Wimbledon, mas o jardim voltou a ser italiano. Wimbledon

Zverev começa melhor em final equilibrada

A partida começou com os dois tenistas protegendo muito bem seus serviços.

Sinner tentava controlar os pontos do fundo da quadra, enquanto Zverev explorava sua potência para encurtar as trocas e evitar que o italiano encontrasse ritmo. Nenhum deles conseguiu uma quebra, e o primeiro set caminhou naturalmente para o tie-break.

O alemão foi mais eficiente nos momentos decisivos e venceu a disputa por 9 a 7, fechando a parcial em 7/6.

Zverev largava na frente e mostrava que o título conquistado recentemente em Roland Garros não havia diminuído sua fome por outro Grand Slam. O alemão tentava fazer algo que poucos jogadores conseguem: vencer Paris e Wimbledon na mesma temporada, trocando o saibro pela grama em poucas semanas.

Sinner, porém, não entrou em pânico. Na verdade, talvez alguém precise verificar se ele sabe como fazer isso.

Italiano devolve no mesmo formato

O segundo set manteve o roteiro de equilíbrio.

Os dois continuaram dominantes no saque, sem oferecer grandes oportunidades para o adversário. Mais uma vez, a parcial precisou ser decidida no tie-break.

Desta vez, Sinner entrou completamente ligado. O italiano tomou rapidamente o controle da disputa, abriu vantagem e venceu por 7 a 2, empatando a final.

Depois de aproximadamente duas horas de jogo, cada tenista tinha um set e nenhuma quebra de serviço havia acontecido.

A decisão praticamente recomeçava do zero, mas o ritmo começava a favorecer Sinner. O italiano passou a devolver melhor, aumentou a pressão nos pontos disputados do fundo da quadra e obrigou Zverev a trabalhar cada vez mais para confirmar seus games.

Queda de Zverev muda o clima da partida

O terceiro set estava empatado em 3/3 quando aconteceu o momento mais preocupante da final.

Zverev escorregou ao tentar mudar de direção e caiu no gramado, sentindo o joelho. Sinner imediatamente atravessou a quadra para verificar a situação do adversário, que recebeu atendimento e conseguiu continuar jogando.

A queda não encerrou a participação do alemão, mas aconteceu justamente quando a partida começava a escapar de seu controle.

Pouco depois, Sinner conquistou a primeira quebra de serviço de toda a final. O italiano aproveitou a oportunidade, abriu vantagem e fechou a parcial por 6/3.

É importante não reduzir o resultado apenas ao problema físico de Zverev. Sinner já aumentava sua pressão antes do incidente e foi responsável por construir a mudança do jogo. A queda, entretanto, claramente adicionou dificuldade a uma missão que já estava se tornando pesada para o alemão.

Sinner não deixa a recuperação acontecer

Zverev entrou no quarto set precisando reagir para levar a decisão à quinta parcial.

O alemão continuou lutando, protegeu o serviço em momentos importantes e tentou manter os pontos curtos. Do outro lado, Sinner não diminuiu a intensidade.

O italiano conseguiu uma quebra e administrou a vantagem com a tranquilidade de quem já conhecia muito bem o caminho até aquele troféu.

Zverev ainda ameaçou uma reação nos games finais, mas não encontrou espaço suficiente para devolver a quebra. Sinner fechou o set por 6/4 e confirmou o bicampeonato.

Até houve emoção no último game, porque uma final de Wimbledon não poderia simplesmente acabar sem testar os nervos de todo mundo mais uma vez. Mas Sinner permaneceu firme e encerrou a partida com uma direita vencedora.

Serviço italiano virou território proibido

Um dos grandes segredos da vitória esteve no aproveitamento de Sinner durante seus games de saque.

O italiano não teve o serviço quebrado nem na semifinal contra Novak Djokovic nem na decisão diante de Zverev. Na final, salvou a única oportunidade de quebra enfrentada e manteve o controle mesmo sob pressão.

Sinner terminou a partida com 58 bolas vencedoras e apenas 25 erros não forçados, números que ajudam a explicar por que Zverev encontrou tanta dificuldade para mudar o rumo do confronto. Associated Press

O italiano não venceu apenas atacando. Ele também soube escolher os momentos para acelerar, defendeu-se quando necessário e não ofereceu pontos gratuitos em quantidade suficiente para manter o adversário vivo.

Foi uma atuação menos explosiva do que dominante. Sinner não atropelou durante toda a final — apenas foi retirando as opções de Zverev uma por uma.

Cinco Grand Slams na coleção

Com o novo título, Jannik Sinner chegou ao quinto Grand Slam da carreira:

Australian Open: 2024 e 2025;

US Open: 2024;

Wimbledon: 2025 e 2026.

Roland Garros é o único dos quatro grandes torneios que ainda falta em sua coleção.

Sinner chegou muito perto de conquistá-lo em 2025, quando perdeu uma final épica para Carlos Alcaraz mesmo depois de abrir dois sets de vantagem e ter pontos para o título.

Em 2026, sua passagem por Paris terminou mais cedo, com eliminação na segunda rodada. A resposta veio poucas semanas depois e no mesmo lugar em que ele havia se recuperado no ano anterior: Wimbledon.

Duas temporadas, duas decepções em Roland Garros e dois troféus consecutivos na grama inglesa.

Algumas pessoas superam momentos difíceis conversando. Sinner prefere vencer Wimbledon.

Campanha começou com susto

O bicampeonato pode parecer dominante quando se observa apenas o resultado final, mas a campanha começou de maneira perigosa.

Na primeira rodada, Sinner precisou disputar cinco sets para eliminar Miomir Kecmanovic. O italiano esteve duas vezes atrás no placar antes de completar a virada.

A partir dali, não perdeu mais nenhuma parcial até a decisão:

Miomir Kecmanovic: vitória por 3 sets a 2;

Nuno Borges: vitória por 3 sets a 0;

Jenson Brooksby: vitória por 3 sets a 0;

Shintaro Mochizuki: vitória por 3 sets a 0;

Jan-Lennard Struff: vitória por 3 sets a 0;

Novak Djokovic: vitória por 3 sets a 0;

Alexander Zverev: vitória por 3 sets a 1.

Na semifinal, Sinner apresentou uma de suas atuações mais impressionantes no torneio ao derrotar Djokovic por triplo 6/4.

O sérvio possui sete títulos de Wimbledon, mas não conseguiu encontrar respostas para o ritmo do italiano. Sinner eliminou uma das maiores referências da história do torneio sem perder o serviço e chegou à final carregando enorme confiança.

A trajetória completa foi confirmada pelos registros oficiais e pela compilação da campanha do campeão. Wimbledon, Reuters

Zverev sai derrotado, mas volta ao número 2

Alexander Zverev não conquistou seu primeiro título em Wimbledon, mas deixa Londres com uma campanha importante.

O alemão disputou sua primeira decisão no torneio e alcançou duas finais consecutivas de Grand Slam depois de vencer Roland Garros. A sequência também o levou de volta à segunda posição do ranking mundial, ultrapassando Carlos Alcaraz.

Zverev mostrou capacidade para competir com Sinner durante boa parte da final. Venceu o primeiro set, manteve os dois seguintes equilibrados e continuou lutando mesmo após a queda.

O problema foi enfrentar um adversário que atualmente oferece pouquíssimas oportunidades — e costuma aproveitar quase todas as que recebe.

Número 1 continua no trono

Sinner chegou a Wimbledon pressionado depois de resultados abaixo das expectativas nos dois primeiros Grand Slams da temporada.

Saiu de Londres novamente como campeão, mantendo a liderança do ranking e reforçando sua posição como principal jogador do circuito na atualidade.

A vitória também representa mais um capítulo de sua impressionante regularidade nos grandes torneios. Aos 24 anos, o italiano já possui cinco títulos e troféus em três superfícies diferentes.

O próximo grande objetivo será completar o Grand Slam de carreira em Roland Garros. Até lá, porém, Sinner poderá aproveitar outra conquista no All England Club.

Foram quase quatro horas de batalha, dois tie-breaks e um adversário que se recusou a desaparecer.

No final, o resultado foi o mesmo do ano passado: Jannik Sinner levantando o troféu, sorrindo discretamente e deixando a impressão de que Wimbledon talvez precise começar a cobrar aluguel do italiano.

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